
Bom dia Leitor.
Tudo bem com você?
Espero que sim.
Estou aqui hoje para falar de um tema muito complexo (UAU JURA?)
Sim, vou falar sobre a mediocridade na nossa vida.
Como já dizia Móveis Coloniais de Acaju,
“Mediocridade, eu sei o quanto sinto saudade.
De um tempo que eu me achava esperto…
De um tempo que eu esperava dar certo…
De um tempo que eu me achava…”
Mas como assim?
Ontem estava conversando com uma amiga, _Nanaty, e ela estava reclamando por estar se sentindo desmotivada em seu curso,
Sem saber se estava fazendo o curso certo e por isto, tinha medo de ser apenas uma profissional meia boca, que não consegue ler a revista exame semanalmente,
e que não sabe de TODAS as transações de pedras preciosas de países que meros mortais como eu (ou você) sequer sabemos que existem.
Eu compartilho do ponto de vista dela, de que não adianta ser um estudante meia boca, que consegue compreender, responder e se dar bem nas provas, tirando sempre uma nota entre 60 e 80%
Seguindo o raciocínio de que:
“Bem, sem estudar eu estou tirando notas assim, imagina se estudasse?”
E isso remete diretamente à auto-enganação e à teoria de que é melhor não se envolver demais com as coisas para não se frustrar depois.
Por isto, apesar de saber que ela estava passando apenas por uma crise de T.P.M., eu pensei bastante sobre este assunto e conclui o seguinte:
Sim, nós seres humanos normalmente passamos por fases de mediocridade, mas esta fase dura só até percebermos isto (exceto se a pessoa realmente for uma acomodada, ou que perceba que aquilo realmente não é uma coisa que a atrai).
E por isso Nanaty, eu te falo: Agora que você percebeu isto, é só ter força de vontade e caso realmente queira isso para poder ganhar dinheiro e comprar todos os seus apetrechos e maquiagens importadas METE AS CARAS, por que capaz você é!
E isso serve para a maioria das pessoas.
Enfim, eu queria ser como o Tyler Durden em o Clube da Luta.
Tem uma cena no filme que é extremamente forte e é mais ou menos assim (muito mais ou menos mesmo).
Tyler invade uma loja de conveniências, tira o atendente e o leva para os fundos da loja.
Ele o coloca de joelhos no chão, aponta uma arma para a sua cabeça e pergunta:
[Tyler] – O que você quer fazer da sua vida?
[Atendente] – ….
[Tyler] – Obviamente seu sonho de infância nunca foi ser um atendente de uma loja de conveniências. O QUE VOCÊ QUER FAZER DA SUA VIDA?
[Atendente] – Eu gostaria de ser veterinário… Estava estudando mas larguei…
[Tyler] – E por que você largou?
[Atendente] – … não sei …
[Tyler] – Engatilhando o Revolver.
[Atendente] – Pelo AMOR DE DEUS NÃO ME MATE.
[Tyler] – Pra que você quer viver? Você não está cumprindo as coisas que você mesmo propôs para si.
[Atendente] – Eu não posso morrer…só quero ir para casa…
[Tyler] – Raymond Hessel, – Disse Tayler, ao checar a carteira de motorista – você vai embora agora, e amanha a primeira coisa que vai fazer é continuar estudando para ser um veterinário.
Você vai ver como o seu jantar vai ser o mais saboroso de todos os tempos, você vai ver como amanha será o dia mais bonito do resto da sua vida. Então vá e seja um veterinário.
[Tyler] – Eu tenho sem endereço, tenho seu nome e vou ficar de olho em você, em três meses vou te procurar, em seis meses eu vou te procurar, em um ano eu vou te procurar e se você não estiver se esforçando para ser um veterinário, você vai estar morto.
Então Raymond é liberado e vai embora. Tyler guarda sua carteira e então mostra o revolver sem nenhuma bala e com um sorriso maroto (que lhe é peculiar) completa:
[Tyler] – Missão Cumprida.
Óbvio que esta cena eu puxei da minha recordação e com certeza ela não é só isso, o dialogo é muito mais rico e profundo, mas eu acho que deu pra visualizar né?
Não precisamos de coisas extremas assim para acordarmos para a nossa vida e corrermos atrás de nossos sonhos…
É… bem, acho que ao invés de ser um Tyler, eu estou precisando de algo que desencadeie este movimento…
Então é isso
Hasta La vista.