
A Próxima data comemorativa do nosso calendário é o Carnaval…E quem não tem histórias dessa maravilhosa época? Seja uma recordação boa ou péssima, todo mundo tem um ou mais casos interessante e/ou bizarro e/ou exótico. (caso não tenha, isso é exótico, logo é um caso)
Eu confesso que nunca fui o mais fã de carnavais. Isso devido a uma série de eventos macabros que aconteceram em anos seqüenciais.
Mas o tempo foi passando, fui ficando mais velho, aprendi que o carnaval pode ser bom (afinal mais de 180 milhões de brasileiros não podem estar enganados… ok, só não vá comer bosta pensando nos zilhões de mosca que o fazem.)
E eu vou contar pra você que eu só comecei a curtir o carnaval quando descobri a quantidade de casos engraçados que se pode ter num período tão curto de dias.
Digamos que o primeiro carnaval de curtição da minha vida foi o de 2007
Mas de qualquer forma você deve estar pensando “Nossa! 2007? Você já tinha 22 anos?!?” e eu vou responder sim sim! Afinal eu namorei dos meus 17 (2003) aos 20 (2006) e eu era um namorado bonzinho J de qualquer forma, isso não vem ao caso.
O carnaval de 2007 marcou o inicio das minhas viagens.
Por que? Pelo seguinte todas as pessoas normais que eu conheço começam a planejar seu carnaval a partir da quarta feira de cinzas do ano atual para ter tudo certo, comprar seus pacotes e etc.
Eu não. Carnaval para mim é a época de coincidências, destino e planos mirabolantes que brotam espontaneamente e simplesmente acontecem sem nenhuma previsão.
Foi isso que aconteceu em 2007.
Segunda-Feira de carnaval 23:00 eu sozinho em casa (pois meus pais haviam ido para um pesque e pague) e ai toca o meu interfone:
Sou obrigado a sair de debaixo das minhas cobertas (local que era o meu esconderijo favorito nesta época do ano) e acender uma única luz da minha casa.
[...] – E aí Junnel tudo beleza fi?
[Junnel] – Quem ta falando?
[...] – É o João Vitor véio!
[ João Vitor um grande amigo e uma das pessoas mais loucas que eu
conheço. Ele é um cara super engraçado e inteligente mas incompreendido(talvez
por ser um pouco confuso). Como diz o pai dele “todos os jovens querem
ficar bonitos, exceto meu filho” se referindo ao fato de João na época
usar um cabelo grande e barba de terrorista. Mas que mesmo assim ainda conseguia
arrematar o coração de jovens como “a formiguinha” que tinha até um
apelido carinhoso pra ele...”Esquissito” (sim sim, é esquisito só
que com o “s” com som de “s”ao invés de
“z”). Além disso, existiam coisas, sempre as mais escabrosas,
que só aconteciam com o João. Assim, outra característica dele é essa, o azar
está sempre pairando a sua cabeça]
[Junnel com voz de “por que você esta interfonando na minha casa
Segunda feira de carnaval às 23:00?”] – Tudo beleza velho! E você?
[João] – Cara eu to bom! Aqui, vamos pra Ouro Preto?
[Junnel] – Bora! Que horas a gente sai amanha?
[João como se fosse a coisa mais natural do mundo ] – Amanha? Nós estamos saindo hoje. Toma um banho e arruma suas coisas e vamos!
[Junnel espantado] – COMO ASSIM?
[João] – …
[Junnel ainda espantado] – Sério?
[João] – Sim.
[Junnel olhando para casa vazia e mais um carnaval se esvaindo] – huuumm… Vamos sim! Vou tomar meu banho e vamos nessa!!
[João] – Boa! Estamos te esperando!
Desliguei o interfone, tomei um ar e falei é! Nesse ano NADA vai dar errado…
(Mal sabia eu que não se pode dizer isso quando se está saindo com o João)
Tomei meu banho, gel no cabelo, uma camiseta laranjada e uma blusa de frio (afinal não sabia que dia ia voltar) R$20,00 no bolso, cartão do banco (mesmo sem dinheiro na conta) e celular.
Desci e lá estava o Uno Mille Azul Metálico parado na porta do prédio.
No Banco do motorista o João e no de passageiros uma mulher.
Eu sabia que não era só o João. Mas não imaginei que iria encontrar com uma moça toda de preto (inclusive o batom) com uma cara de enterro sem fim.
Então o João falou
[João] – Aí Junnel, essa ai é a Rúbia.
[Rúbia me olhando dos pés à cabeça com a maior cara de desaprovação do
mundo] – oi.
[Junnel] – Olá tudo bem?
[Rúbia] – …
Neste momento a minha idéia sobre nada dar errado começou a mudar.
Entrei no carro e fomos rumo à Ouro Preto.
Não Perca Segunda-Feira a Segunda Parte desta história